O UNIVERSO
DE MYTHOLOGY
Neste capítulo, você será apresentado ao cenário vasto e multifacetado que serve de pano de fundo para suas aventuras. Arghota, o coração desse universo, é um mundo em constante evolução, nascido da colisão entre as forças primordiais da criação e do caos. Lar de diversas raças, civilizações e deuses, cada canto deste plano carrega as marcas de batalhas ancestrais, artefatos esquecidos e um equilíbrio delicado entre a ordem e a destruição.

Explore as eras que moldaram este universo, desde a Primeira Guerra Santa até a ascensão das Linhas de Ley, fluxos de energia que conectam toda a Criação e alimentam os Dons e habilidades dos Despertos. Descubra os confins do cosmos, onde o Vazio ainda sussurra verdades incompreensíveis, e caminhe pelas terras de Arghota, onde heróis e lendas se encontram para moldar o futuro.
GÊNESIS;
Antes do tempo, do espaço e de qualquer conceito compreensível, existia apenas o Vazio. Ele não era simplesmente a ausência de matéria ou energia, mas uma entidade silenciosa, opressiva e insidiosa, que pairava como um terror além da compreensão. O Vazio era ao mesmo tempo uma força ativa e um abismo impenetrável, um poder que desintegra toda tentativa de forma ou propósito e anulava qualquer vestígio de existência. Sua essência não era maligna, mas incompreensível, sua presença causava uma ruptura na percepção, uma desconexão entre consciência e realidade. Esse domínio absoluto parecia eterno até a chegada da Grande Vontade, uma entidade tão magnífica quanto enigmática, que carregava consigo a centelha de criação e a promessa de ordem. A Grande Vontade não desafiava o Vazio por poder, mas por necessidade. Onde o Vazio era infinito e indiferente, a Grande Vontade era limitada, porém intencional, moldando sua energia em um esforço de trazer forma, luz e propósito. Sentindo sua presença como uma violação intolerável de seu domínio eterno, o Vazio reagiu, não com ira, mas com uma força tão pura e devastadora que transcendia a compreensão. Ele buscava anular a Grande Vontade, absorvendo sua essência criadora em sua imensidão silenciosa. O confronto foi colossal e incompreensível, um embate de forças tão vastas que o próprio conceito de realidade foi moldado em seu choque. A Grande Vontade resistiu, mas, em sua luta desesperada, foi fragmentada em seis partes, cada uma representando um aspecto fundamental da existência ao nada. Esses fragmentos, conhecidos como os Pilares da Criação, espalharam-se pelo nada, criando rachaduras na perfeição opressora do Vazio e introduzindo a semente da existência.

Embora enfraquecido, o Vazio não foi derrotado. Ele permaneceu, observando, aguardando. Para os Grandes e os seres criados a partir dos Pilares da Criação, o Vazio não era apenas uma força antagônica, mas uma ameaça incompreensível, habitando as margens da percepção e infiltrando-se nos espaços entre o ser e o não-ser. Ele sussurrava verdades que nenhuma mente, mortal ou imortal, era capaz de suportar, manifestando-se como pensamentos intrusivos desprovidos de sentido, que quebravam a mente e suprimiam a consciência até que restasse apenas um silêncio eterno. Os Pilares da Criação, fragmentos da Grande Vontade, deram origem aos Grandes, os primeiros seres conscientes do cosmos: Agnitorum, o Grande da Ordem, Zelkarios, o Grande do Caos, Aethyrael, o Grande do Éter, Luxorion, o Grande da Revelação, e Umbraelis, o Grande do Oculto. Cada um deles representava um aspecto fundamental da Criação, tornando-se manifestações puras das forças primordiais que moldariam o universo. Os Grandes incorporavam os Caminhos, conceitos derivados dos Pilares da Criação, que definem não apenas suas essências, mas também as forças que regem o cosmos. Agnitorum, o Grande da Ordem, representava o Caminho da Estrutura, estabelecendo as leis imutáveis que sustentam a estabilidade do universo. Zelkarios, o Grande do Caos, manifestava o Caminho da Desordem, a força criativa que rompe padrões, permitindo a evolução e renovação. Aethyrael, o Grande do Éter, encarnava o Caminho da Conexão, o elo invisível que une todas as coisas, desde a matéria até o espírito, garantindo a harmonia universal. Luxorion, o Grande da Revelação, guiava o Caminho da Iluminação, trazendo à luz verdades ocultas, purificando e permitindo que o conhecimento florescesse. Por outro lado, Umbraelis, o Grande do Oculto, guardava o Caminho do Mistério, protegendo segredos e mantendo o equilíbrio ao ocultar o que não deveria ser revelado, garantindo que o desconhecido tivesse seu lugar no cosmos. Esses Caminhos não eram meras abstrações, mas forças vivas que moldavam o universo em sua totalidade. Tudo no cosmos, de seres conscientes a elementos inanimados, era de alguma forma influenciado por um Caminho. Os Grandes, guiados por essas forças, expandiam sua influência e protegiam a Criação, enquanto o Vazio, paciente e insidioso, procurava nas brechas do universo oportunidades para retornar. Assim, os Grandes se tornaram os guardiões do cosmos, moldando a realidade com os Caminhos como seus guias. Mesmo diante do terror infinito do Vazio, eles persistiam, equilibrando ordem e caos, luz e sombra, para assegurar que a Criação continuasse a florescer em meio à vastidão do desconhecido. No Crisol, uma região onde o magma e a energia cósmica se fundiam em um turbilhão de caos e criação, o campo de batalha fervilhava com o confronto entre os Grandes e os Fragmentos do Silêncio. Cada Grande, portador de um Caminho, representava uma força essencial do universo, unindo-se para enfrentar o terror primordial do Vazio. A energia pulsava intensamente, ecoando a magnitude desse conflito que moldaria a própria existência.
Juntos, os Grandes transformaram o Crisol em um campo de forças opostas, onde cada Caminho se manifestava em perfeita harmonia ou contraste. A batalha não era apenas física, mas também conceitual: uma luta entre a essência da Criação e a vastidão incompreensível do Vazio. As explosões de luz, sombra, magma e energia cósmica ecoavam pelo universo, enquanto os Grandes lutavam com fervor para preservar o equilíbrio da existência.
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PRIMEIRA GUERRA SANTA;
No entanto, o Vazio permaneceu como uma sombra em cada ato de criação, tentando reabsorver tudo em sua vastidão insaciável. Os ecos do Vazio deram origem a horrores que desafiavam as leis da existência, abominações que se escondiam nos limites do cosmos. Esses seres, formados pela interação das energias criadoras com o Vazio, eram conhecidos como Fragmentos do Silêncio, entidades que não viviam, mas existiam como reflexos do horror primordial. Seus Fragmentos eram ou são seres que para a criação divina não conseguia entender, onde buscava formas de sua realidade para entender seus invasores, ao qual ao passarem do Limiar da Criação tomam formas amorfas, seu principais algozes eram os Observadores, os Espreitadores, Devoradores e os Espectros
Nos confins do universo recém-nascido, quando o caos e a criação ainda disputavam sua existência, um evento marcante moldou os alicerces de toda a Criação: a Primeira Guerra Santa. Com a chegada dos Fragmentos do Silêncio, horrores cósmicos que ecoavam diretamente do Vazio, os Grandes foram forçados a se reunir novamente para proteger o cosmos e seus Pilares da Criação. Essa guerra não foi apenas um confronto físico, mas um embate conceitual entre as forças da ordem e do caos contra a desolação primordial do Vazio. O campo de batalha foi definido pelas condições extremas do universo em formação. No Limiar Ocidental, os Grandes estabeleceram o Crisol, uma massa fervilhante de magma e energia cósmica onde as forças da criação se manifestavam em sua forma mais pura e imprevisível. Do outro lado, no Limiar Oriental, os Fragmentos criaram sua fortaleza nas Geleiras Cósmicas, uma extensão gélida e inóspita que refletia a essência destrutiva do Vazio. Ali, as duas forças se enfrentaram em um conflito que abalaria as estruturas do cosmos. Os Fragmentos do Silêncio eram formas incompreensíveis, cada uma representando um aspecto distorcido da realidade. Zorathis, o Espreitador, manipulava o espaço-tempo para desorientar seus inimigos. Erythra, a Devoradora, absorvia energia de estrelas e mundos, apagando sua luz e vitalidade. Morgrith, o Observador, com seus incontáveis olhos, revelava verdades insuportáveis que corrompiam a sanidade. Nihalith, o Espectro, infiltrava-se nas mentes dos Grandes, plantando sementes de dúvida e discórdia. Cada um desses horrores apresentava desafios únicos que os Grandes precisavam superar com sua união e poder.

Enquanto isso, nas Geleiras Cósmicas, os Fragmentos aproveitavam o ambiente gélido para reforçar sua presença. Zorathis criava labirintos de gelo que confundiam até mesmo os Grandes. Morgrith usava as geleiras como prismas para amplificar suas visões aterrorizantes. Nihalith utilizava a essência do frio para intensificar sua presença incorpórea, infiltrando-se nas defesas dos deuses. Apesar dos esforços dos Fragmentos, os Grandes não recuaram.Confrontos épicos marcaram a guerra. Zorathis foi destruído quando Ordem e Luz combinaram suas forças para aprisioná-lo em uma esfera de magma solidificado. Erythra, enfraquecida por uma explosão canalizada por Éter, foi contida pelas armadilhas de Caos e finalmente obliterada por Trevas. No confronto final, os Fragmentos restantes tentaram romper as defesas dos Grandes no coração do Crisol, mas foram repelidos por um ataque combinado que os empurrou de volta para as Geleiras. Com os Fragmentos enfraquecidos, os Grandes canalizaram suas energias para criar os selos definitivos. As Geleiras Cósmicas, no Limiar Oriental, tornaram-se a prisão eterna dos Fragmentos do Silêncio e da influência do Vazio. O Crisol, por sua vez, foi transformado em um marco da resistência, uma lembrança da luta pela preservação do cosmos. O processo de selamento exigiu a união absoluta dos Grandes. Ordem estabilizou as Geleiras, garantindo sua durabilidade. Caos inseriu irregularidades para confundir qualquer tentativa de fuga. Éter conectou as Geleiras e o Crisol, criando uma rede de energia primordial que mantinha os selos ativos. Luz purificou a área ao redor, afastando qualquer resquício de corrupção. Trevas encerrou o processo, encapsulando os Fragmentos na escuridão infinita. A guerra deixou marcas profundas no universo. O Crisol tornou-se um lugar instável, uma cicatriz cósmica onde a realidade é distorcida. As Geleiras, embora seguras, permanecem como um lembrete de que o Vazio nunca desapareceu completamente. Os Grandes emergiram vitoriosos, mas divididos, com suas diferenças se intensificando após o conflito. A Primeira Guerra Santa foi o evento que definiu a Criação, estabelecendo os alicerces para tudo que viria depois. No entanto, ela também revelou a fragilidade da existência, pois o Vazio, mesmo confinado, ainda espreita, aguardando sua oportunidade de retornar.
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DEMIURGO;
Após a vitória dos Grandes sobre os Fragmentos do Silêncio, o universo começou a encontrar um equilíbrio precário. No Crisol, o calor abrasador e a energia pulsante que alimentavam os Grandes continuavam a irradiar pelo cosmos, enquanto nas Geleiras Cósmicas, os Fragmentos permaneciam selados, aprisionados em uma eternidade de frio e silêncio. No entanto, essas duas forças opostas — calor e frio, movimento e estagnação, luz e trevas — nunca deixaram de interagir. Com o passar das eras, os fluxos residuais de energia das duas regiões começaram a se encontrar. O Crisol emanava uma energia criativa, pulsante e dinâmica, enquanto as Geleiras exalavam uma força densa e latente, repleta de potencial acumulado. Essas energias convergiram em um ponto central, um vórtice cósmico onde ambas se chocaram e se fundiram. Essa colisão não gerou destruição, mas uma nova forma de existência, algo que nem os Grandes nem o Vazio poderiam prever: o nascimento de Demiurgo.
Demiurgo emergiu como um ser de múltiplas camadas, uma síntese perfeita das forças criadoras e destrutivas. Ele carregava em si a intensidade ardente do Crisol e a quietude contemplativa das Geleiras. Seu corpo era moldado pela fusão dos primeiros elementos gerados pela colisão: luz e sombra, calor e frio, movimento e estase. Sua mente era um enigma, ao mesmo tempo criativa e calculista, e seu espírito refletia o dualismo das forças que o formaram. Diferente dos Grandes, Demiurgo não estava atado a um único Caminho. Ele era um ser de transição, capaz de navegar entre as energias cósmicas e moldá-las de acordo com sua vontade. Ele não se via como um igual aos Grandes, mas como algo novo e singular, um arquiteto do que viria a seguir.

Após a colisão das energias do Crisol e das Geleiras, e o surgimento dos primeiros elementos, Demiurgo percebeu que o cosmos necessitava de estrutura para prosperar. O equilíbrio inicial alcançado ainda era frágil, e a vastidão do universo clamava por ordem. Assim, Demiurgo empreendeu sua grande obra: a separação do mundo em três grandes partes — o Superior, o Intermédio e o Inferior —, cada uma refletindo uma faceta essencial da Criação e imbuída das essências dos Grandes.
Primeiro, Demiurgo ergueu o Superior, um reino elevado e sublime, destinado ao divino. Aqui, ele canalizou a essência de Agnitorum, o Grande da Ordem, e de Luxorion, o Grande da Revelação, moldando um domínio onde a estabilidade eterna e a luz da verdade prevaleciam. Este plano seria habitado por forças puras, imortais, e se tornaria a morada das entidades mais próximas da Criação primordial. Em seguida, ele estabeleceu o Intermédio, o plano mortal. Este seria o palco onde a vida floresceria, onde o nascimento, o crescimento e a morte existiriam em ciclos contínuos. Demiurgo infundiu no Intermédio as energias de Zelkarios, o Grande do Caos, trazendo mudança e evolução, e de Aethyrael, o Grande da Conexão, assegurando que todas as coisas estivessem ligadas, das menores partículas às maiores constelações. Este seria seu próprio reino, onde ele caminharia entre suas criações, observando e guiando. Por fim, Demiurgo criou o Inferior, um domínio profundo e oculto, moldado pela essência de Umbraelis, o Grande do Oculto. Este plano seria o receptáculo dos mistérios proibidos, o lar de forças latentes e esquecidas. Envolto em sombras, o Inferior abrigaria aquilo que deveria permanecer oculto, protegendo os outros planos dos perigos do desconhecido.
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ALMAS & DEUSES MENORES;
Nos primórdios do cosmos, antes mesmo da existência de forma ou propósito, surgiram as Almas, as primeiras manifestações do potencial da criação. Elas eram fragmentos puros e indomados das energias deixadas pelos Grandes, nascidas dos ecos da luta entre a Grande Vontade e o Vazio. Intangíveis e repletas de possibilidades, essas Almas flutuavam pelas vastas Terras Intermédias, aguardando a oportunidade de se transformarem em algo maior. Embora desprovidas de forma física ou consciência, cada Alma carregava em si traços das energias primordiais que moldavam o universo: a disciplina da Ordem, o impulso do Caos, a espiritualidade do Éter, a luz da bondade e as profundezas do mistério.
Surgidas como fragmentos do confronto entre os Grandes e o Vazio, essas entidades representam a base da existência e do equilíbrio nos domínios criados por Demiurgo. Intangíveis, mas repletas de potencial, as Almas flutuavam pelas Terras Intermédias, aguardando um propósito ou forma. Elas eram energia pura, fragmentos de uma criação ainda incompleta, conectadas a traços dos Grandes, como a ordem, o caos, a luz, as trevas e o éter.
Cada Alma é composta por aspectos únicos que determinam sua natureza e papel no cosmos. Primeiro, há a Força Vital, o núcleo essencial que conecta a Alma à energia universal, sustentando sua existência e vigor. Em seguida, há a Individualidade, que reflete o potencial único de cada Alma, influenciado pelas forças que a moldaram e determinando sua singularidade. Por último, a Essência Eterna, que confere às Almas sua conexão com o infinito, permitindo que sua memória e essência transcendam ciclos de criação e destruição. Esses aspectos definem o equilíbrio da Alma, tanto em sua pureza quanto em sua possibilidade de corrupção.
Demiurgo, ao observar essas Almas errantes, reconheceu nelas a oportunidade de criar algo extraordinário. Ele percebeu que, embora repletas de energia, as Almas precisavam de direção e propósito.

Os Deuses Menores surgiram como uma necessidade no universo, criados por Demiurgo para manter o equilíbrio e a ordem nos três domínios que ele havia separado: o Superior, o Intermédio e o Inferior. Cada domínio representava um aspecto único do cosmos — o Superior, onde habitava o divino e idealizado; o Intermédio, a ponte entre o mortal e o divino; e o Inferior, o reino dos mistérios e da transformação. Demiurgo, ciente de que sozinho não poderia guardar e administrar essas vastas esferas, moldou os Deuses Menores a partir das energias que ainda pulsavam dos Grandes e das Almas que permeavam o domínio Intermédio.
Esses Deuses Menores foram divididos em grupos, cada qual ligado a um conceito planetário, representando diferentes aspectos da existência. Essas esferas planetárias simbolizam traços universais fundamentais que influenciam tanto o divino quanto o mortal. Cada grupo de Deuses Menores reflete essas forças, agindo como guardiões, mediadores e criadores nos três domínios.
No reino do Superior, os Deuses Solares assumiram o papel de líderes e visionários, representando a iluminação, a virtude e o equilíbrio divino. Eles estabeleceram uma ordem que guiava os outros deuses e protegia o ciclo cósmico. Ao lado deles, os Deuses Lunares cuidavam do fluxo entre vida e morte, conectando os domínios e promovendo a sabedoria e o mistério que alimentavam a existência. Os Deuses Venusianos, com seu domínio sobre o amor e a beleza, buscavam harmonizar o cosmos, servindo como mediadores entre os deuses e as Almas.
No Intermédio, os Deuses Mercuriais tomaram a liderança como portadores do conhecimento e da inovação, moldando os Nephalem e auxiliando na criação das primeiras civilizações mortais. Os Deuses Terrestres, com sua força e resiliência, protegeram o domínio Intermédio das influências externas, garantindo que as raças mortais pudessem florescer. Já os Deuses Marcianos trouxeram coragem e paixão, instigando os mortais a lutarem por seus destinos, com determinação e ousadia.
No Inferior, os Deuses Jupiterianos zelavam pela abundância e pelos recursos do cosmos, garantindo que nada fosse desperdiçado e que a renovação pudesse prosperar. Os Deuses Saturnários, com sua conexão ao tempo e à disciplina, mantinham o equilíbrio das eras e registravam o ciclo da criação. Por fim, os Deuses Netunianos e Plutônicos governavam os segredos do espírito e da transformação, ligados à espiritualidade profunda e ao renascimento cíclico.
Esses Deuses Menores não apenas guardavam e moldavam os domínios, mas também desempenhavam um papel essencial na criação e no cuidado das Almas. Essas Almas, nascidas do conflito primordial entre o Vazio e a Grande Vontade, eram o núcleo da existência mortal e divina. Os Deuses Menores interagiam diretamente com essas Almas, imbuindo-as de suas essências e moldando-as em seres vivos. Foi a união das Almas e das energias dos Deuses Menores que deu origem aos Nephalem, os Primogênitos.
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NEPHALEM;
Com os Deuses Menores em suas posições, Demiurgo permitiu que eles interagissem com as Almas, infundindo-as com fragmentos de suas próprias energias. Dessa união, nasceu a primeira raça mortal: os Nephalem, também chamados de Primogênitos. Os Nephalem eram extraordinários, representando a fusão entre a mortalidade e a divindade. Cada um deles carregava traços distintos, definidos pelo Deus Menor que os moldou e pela essência da Alma que habitavam. Essa diversidade deu origem a uma sociedade rica e complexa, onde os Nephalem se tornaram os pioneiros nas Terras Intermédias.
Com o tempo, os Nephalem começaram a se espalhar e a se adaptar ao ambiente. Aqueles que mantinham uma conexão mais forte com as energias divinas se elevaram, transcendendo sua mortalidade e se tornando novos Deuses Menores. Por outro lado, os que se adaptaram às condições mortais formaram as bases das raças que hoje habitam Arghota: Humanos, Elfos, Anões, Magis, Nermanus e outras raças diversas, cada uma refletindo um aspecto das forças primordiais. Enquanto isso, os Deuses Menores também se dispersaram. Os que ascendiam ao domínio Superior tornaram-se guardiões da virtude e da ordem celestial. Aqueles que desceram ao domínio Inferior guardavam os segredos mais profundos e mantinham o equilíbrio nas forças ocultas. Já os que permaneceram no domínio Intermédio continuaram a guiar os mortais e a preservar o frágil equilíbrio entre os três grandes domínios. As Almas, que outrora eram fragmentos errantes de energia, tornaram-se a base para toda a vida no domínio Intermédio. Os Nephalem, como primeira expressão dessa união, moldaram o mundo com sua grandeza, mas também enfrentaram os desafios impostos por sua natureza híbrida. Embora os Nephalem tenham desaparecido como uma raça única, seu legado permanece em todas as raças mortais e nas histórias que ecoam pelo cosmos.
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ÉDEN E O GRANDE CATACLISMA:
Essa união deu origem a seres que equilibravam o divino e o terreno, dotados de poderes extraordinários e longevidade. Eles eram os portadores das essências dos Grandes, dos Deuses Menores e do próprio Demiurgo, carregando em si uma fagulha de cada aspecto do cosmos. Essa fusão única permitiu aos Nephalem moldar o mundo ao seu redor com sabedoria, força e engenhosidade.
No centro de sua civilização estava Éden, a joia do Domínio Intermédio. Éden não era apenas uma cidade, mas o coração pulsante da civilização dos Nephalem, um lugar sagrado onde a energia dos Deuses Menores e dos Grandes fluía em perfeita harmonia. Era o símbolo da Era de Ouro, um período de paz, equilíbrio e contemplação. Nessa era, os Nephalem viviam em comunhão com o mundo, criando uma civilização dedicada ao conhecimento, à beleza e à preservação do que acreditavam ser o ápice da criação. Apesar de sua glória, os Nephalem não estavam a salvo das ameaças cósmicas. O Vazio, embora confinado nas Geleiras Cósmicas, nunca deixou de observar e de procurar maneiras de corromper o cosmos. A manifestação do que os Nephalem viam como um asteroide — o Asteroide do Vazio Imensurável — era, na verdade, uma metáfora física das vontades insidiosas do Vazio, que infiltravam-se no Domínio Intermédio. Essas vontades impronunciáveis e incompreensíveis eram como uma corrente escura, carregando horrores capazes de corromper até mesmo as bases da criação.
Quando o asteroide atravessou os céus de Éden e atingiu sua fundação, o impacto não foi apenas físico, mas também metafísico. O choque rasgou as bases dimensionais do Domínio Intermédio, dividindo Éden em múltiplos fragmentos. As terras antes perfeitas e harmônicas se transformaram, gerando novos ambientes extremos e inóspitos. O impacto também deu início ao que seria conhecido como o Grande Cataclisma, um evento que abalou todo o cosmos e lançou o Domínio Intermédio em uma era de caos e transformação.
As Linhas de Ley emergiram como consequência da instabilidade gerada pelo Grande Cataclisma, conectando o mundo fragmentado e tornando-se uma fonte de energia mágica pura. Essas linhas não apenas sustentaram a vida em ambientes extremos, mas também deram origem à magia e ao uso da mana. Os Nephalem que aprenderam a manipular essa energia tornaram-se os primeiros mestres da magia, desenvolvendo habilidades que os ajudaram a enfrentar os horrores do Vazio e a reconstruir suas civilizações fragmentadas. A destruição de Éden forçou os Nephalem a se adaptar às condições mutantes do mundo. Cada fragmento de Éden tornou-se um ambiente único, onde os Nephalem precisaram se transformar para sobreviver. Alguns prosperaram em florestas densas, tornando-se os Elfos, mestres da magia natural. Outros buscaram refúgio nas montanhas, desenvolvendo corpos robustos e habilidades práticas, dando origem aos Anões. Aqueles que permaneceram nas planícies e desertos, enfrentando os elementos, tornaram-se os Humanos, simbolizando equilíbrio e resiliência. Esse processo de adaptação marcou o fim da unidade dos Nephalem, mas também o nascimento das diversas raças mortais que hoje habitam Arghota.
A energia do Vazio também corrompeu muitos Nephalem, transformando-os nos Caídos. Esses seres distorcidos perderam suas essências divinas e tornaram-se instrumentos do caos e da destruição, atacando seus antigos irmãos e acelerando a ruína de Éden. Apenas os mais resilientes conseguiram resistir, protegendo suas almas com a força das Linhas de Ley, que começaram a se manifestar como fluxos de energia mágica conectando os fragmentos do Domínio Intermédio.
O Grande Cataclisma não impactou apenas os mortais. Os Deuses Menores, guardiões do Domínio Intermédio, foram diretamente afetados pelas vontades do Vazio. Alguns sucumbiram à sua influência, sendo corrompidos ou destruídos, enquanto outros desceram ao plano mortal para proteger os fragmentos de Éden e os sobreviventes Nephalem. Os Grandes, por sua vez, entraram em conflito. A harmonia entre eles foi rompida, e disputas internas emergiram, alimentadas pela influência insidiosa do Vazio. Cada Grande buscava expandir sua influência no Domínio Intermédio, intensificando a rivalidade que culminaria nas Eras Mitológicas.
